Categorias
Histórias

A família Rebollo e a musicalidade cabreuvana

Por Maria Daniela Bueno de Camargo Paulino

A família Rebollo é um exemplo da musicalidade como traço marcante da cultura cabreuvana. Atualmente, Roque Maurício Rebollo, mais conhecido como China, atua como músico na Banda São Roque, corporação da qual é diretor desde 1995.

A chegada da família à cidade deu-se em 1870, com Anthony Rebollo, que aqui estabeleceu-se com as novas gerações: o filho Benjamin Rebollo, e os netos Vicente e Roque Alfredo Rebollo. Vicente e Roque participaram da formação da Corporação Musical São Roque, em 1926.

Roque Alfredo Rebollo e Vicente Rebollo, fundadores da Banda São Roque
Roque Alfredo Rebollo e Vicente Rebollo, fundadores da Banda São Roque

Vicente foi o músico e maestro da banda por quarenta anos e faleceu no ano de 1973. Na família Rebollo, a música permeia o dia a dia, pois aqueles que não eram músicos, eram críticos e ajudavam o aprimoramento da musicalidade com suas observações e comentários, como fazia a matriarca, Madalena Rebollo.

Família Rebollo / Cabreúva
Sentada, está a Matriarca Madalena Rebollo, ladeada, à esquerda por Vicente Rebolo e à direita Agostinho Rebollo e Mercedes Rebollo abraçada ao tio avô Roque. Acompanham: Aparecida Rebollo, esposa de Vicente e as crianças, netas de Madalena. Da esquerda para a direita: Izildinha, Maria Madalena e Cecília Fátima – Acervo de Roque Maurício “China” Rebollo

Maria Daniela Bueno de Camargo Paulino é Mestra em Ensino de História no IFCH/Unicamp, pós-graduada em gestão cultural: Cultura, desenvolvimento e mercado no Senac, graduada em História e autora de: A escravidão em Cabreúva no século XIX – 1830-1888 e atualmente professora efetiva da rede estadual paulista de ensino.

Categorias
Histórias

Corporações Musicais Cabreuvanas

Por Maria Daniela Bueno de Camargo Paulino

A cidade de Cabreúva tem sua musicalidade presente nas Bandas Marciais da Cidade que ao longo do tempo se apresentaram nos principais eventos municipais. As Corporações musicais representaram uma importante expressão de sociabilidade e cultura cabreuvanas, desde o Século XIX, atravessando o Século XX e chegando ao XXI, como um importante patrimônio cultural.

As duas principais Corporações musicais são: A Corporação São Benedito, atualmente com as atividades suspensas, mas da qual a Secretaria de Cultura possui o acervo de documentos, indumentária e instrumentos musicais expostos no museu.

Corporações Musicais Cabreuvanas
Fonte : Almanaque Laemmert de 1921

Já a Corporação Musical Banda São Roque, fundada em 26 de Fevereiro de 1926, quando as diferenças políticas na cidade acabaram por desanimar os músicos de uma antiga banda, a Orphelina Cabreuvana, e alguns músicos acabaram por constituir uma nova: “Corporação Musical Banda São Roque’’.

O nome foi escolhido para homenagear o santo, de grande fervor religioso entre os cabreuvanos da época.

Maria Daniela Bueno de Camargo Paulino é Mestra em Ensino de História no IFCH/Unicamp, pós-graduada em gestão cultural: Cultura, desenvolvimento e mercado no Senac, graduada em História e autora de: A escravidão em Cabreúva no século XIX – 1830-1888 e atualmente professora efetiva da rede estadual paulista de ensino.

Categorias
Histórias

Giuseppe Filippa

Por Fábio Flatschart

A presença italiana em Cabreúva, assim como nas cidades vizinhas de Itu e Jundiaí, influenciou não apenas a agricultura, mas também o desenvolvimento do comércio e das primeiras indústrias, além de moldar a sua identidade cultural.

Rebollo, Faccioli, Spina, Laurini, Corazza, entre outras, são famílias que participaram (e participam) ativamente das atividades musicais cabreuvanas.

Por essa razão, não é de se estranhar que músicas de compositores italianos eram trazidas da Itália ou adaptadas localmente para a sua execução na cidade como por exemplo, uma cópia manuscrita de algumas partes de La Domenica (Domingo), Sinfonia do Maestro italiano Giuseppe Filippa (Savigliano, Cuneo, 1836 – Pesaro, 1905), pertencente ao acervo Corporação Musical São Roque.

Fonte : Archivio privato Marino Mondino; pubblicato da Il Saviglianese in data 18/04/2018 – centrodellamemoriasavigliano.it/giuseppe-filippa

Filippa foi diretor musical da banda da Guarda Nacional e professor de trompete, corneta e trombone na Escola de Música de Pesaro, também dirigiu a banda do 65º Regimento de Infantaria.

Sua produção musical foi extensa, incluindo “Pastorella”, uma brilhante sinfonia dedicada à Prefeitura de Savigliano, e “Il lavoro”, uma canção folclórica para coro, orquestra e banda em homenagem às Sociedades Operárias Italianas.

Seu trabalho continua sendo publicado e executado, com partituras disponíveis através de editoras de música especializadas, como a Edizioni Musicali Allemanda.

Categorias
Histórias

Viva São Roque !

Vídeo de Remo Paulino

Por Fábio Flatschart

Todo ano a nossa banda repete a tradição centenária de “buscar” a imagem de São Roque em sua capela e acompanhá-la em procissão até a igreja matriz.

Música, tradição, cultura popular e religiosidade se fundem de forma espontânea envolvendo toda comunidade.

Festa de São Roque 2025
Festa de São Roque 2025

Em seu livro “Que entre verdes montanhas”, Otoni Rodrigues da Silveira, escritor e pesquisador cabreuvano, nos conta a origem dessa celebração:

“Entre os anos de 1850 e 1880, Joaquim Costa encontra uma pequena imagem de São Roque em uma plantação de algodão localizada entre os atuais bairros Santa Eliza e Caí em Cabreúva. Após ser formada uma devoção em torno da imagem, um oratório é construído na região do Bairro Barreiro. Em 1921, como agradecimento pelo fim da epidemia de Gripe Espanhola que assolou o mundo, foi construída a nova Capela de São Roque, onde antiga imagem está exposta”

Um agradecimento especial ao músico e amigo Remo Paulino, percussionista da banda, que produziu esse pequeno vídeo captando um pouco dos bastidores deste centenário ritual.