Por Maria Daniela Bueno de Camargo Paulino
A partir da segunda metade do Século XIX, as extensas fazendas de cana-de-açúcar passaram a dividir suas terras com a lavoura cafeeira. A estrutura monocultora já existente no Quadrilátero do açúcar, propiciou ao Oeste paulista uma rápida organização e até substituição do açúcar pelo café na região.
No atual território que se oficializou como município de Cabreúva, a partir desse período, houve uma expansão de lavouras cafeeiras para a região Norte, nos atuais Bairros do Bonfim, Caí, Corcovado, Cururu e Pé do Morro, assim como o cultivo de ambos na extensa Fazenda Pinhal.
Com a chegada dos imigrantes na cidade e mais intensamente a partir do início do Século XX, a agricultura se diversificou, suplantando a produção açucareira: uvas, morango, hortaliças e flores foram modificando a paisagem que antes era a dos engenhos na proximidade do Rio Tietê.
Ao longo do Século XX, a cidade chegou a contar com mais de 40 fazendas e sítios com seus alambiques produtores da cachaça, como a Fazenda Figueira Branca, Caninha Cristal, Varginha, Pavaninha, entre outras. A cidade ganhou notoriedade na sua produção com a edição da 1° Festa da Pinga, que ocorreu em 1970 e depois teve uma 2° Edição em 1999.
Na pioneira região de povoamento cabreuvanos, nas colinas do Rio Tietê e Ribeirão Cabreúva, diversos engenhos persistiram, ao longo do Século XX, produzindo a famosa cachaça artesanal que rende fama à cidade atualmente. Hoje, dois alambiques ainda estão em funcionamento: Cachaça Vilela e Rainha da Praia.
Folheto histórico 1ª Festa da Pinga em 1970 (PDF)
Maria Daniela Bueno de Camargo Paulino é Mestra em Ensino de História no IFCH/Unicamp, pós-graduada em gestão cultural: Cultura, desenvolvimento e mercado no Senac, graduada em História e autora de: A escravidão em Cabreúva no século XIX – 1830-1888 e atualmente professora efetiva da rede estadual paulista de ensino.
